domingo, 15 de janeiro de 2012

O que fica de 2011?


 Dois mil e onze se foi e nos resta apenas agradecer. O ano foi pesado, tivemos que lutar e muito para sobreviver a ele. Os congestionamentos continuaram acontecendo, a seca do nordeste persistiu, as águas continuaram a fazer vítimas no Rio de Janeiro, não as de março com sua tranquilidade e sim as de janeiro com a energia do verão.
Continuamos acordando cedo, viajando, estudando, trabalhando, sofrendo, fomos tachados de loucos. Mas também fomos chamados de lutadores, de pessoas dignas e de especiais, nem que seja por apenas uma pessoa.
Dois mil e onze acabou e nos resta apenas agradecer. Sim, só nos resta agradecer, pois por mais complicado que este ano foi estamos vivos. Sobrevivemos ao verão, outono, inverno e vimos as flores chegarem na primavera. Dormimos no último dia de 2011 com a imagem do sol se pondo e acordamos com o nascer do sol no 1º de janeiro deste ano.
Passamos o ano ouvindo Caetano com a sua alegria, alegria; caminhando contra o vento. Cantando com Roberto, sonhando com Elis. Ouvimos Montenegro gritando aos ventos: ‑ EU QUERO SER FELIZ AGORA!!!
O que esperar de 2012? Que 2012 seja tão eterno quanto 2011, que possamos continuar nos encantando com tudo a nossa volta e que o sorriso e a alegria de viver nos inunde de paz. Felicidade, saúde, prosperidade, paz, amor, realizações, inovações e satisfação farão parte de nosso dia-a-dia e assim seremos novamente FELIZES!!!

Um forte abraço e muito sucesso neste ano!!!

domingo, 8 de janeiro de 2012

A arte de fotografar


Resolvi tecer em luzes uma imensidão de cores e texturas; para tal empunhei meu equipamento e vislumbrei um mundo mágico de possibilidades: o pássaro alimentando seus filhotes no ninho, o gato “banhando-se” na tarde ensolarada, as árvores bailando ao som do vento, os trilhos com seu frio metal por onde passa a Maria fumaça, as águas tranquilas da lagoa cristalina, as nuvens desenhadas no azul do céu e o sol se pondo no horizonte. Após levantamento das pedras coletadas, separei umas, guardei outras, desperdicei algumas. As que sobraram lapidei com calma, ousadia, sensatez e habilidade. Desta forma produzi lindas joias, obras de arte cravadas em papel; a estas dei o nome de FOTOGRAFIA.
Fotografia é o retrato de um concavo,de uma falta,de uma ausencia
(Clarice Lispector)
A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.
(Peter Urmenyi)
A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história, cabe a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-las.
(Ivan Lima)
Fotografia é a poesia dos olhos, traduzida na essência das emoções.
(Michelle Ramos)
A melhor coisa sobre uma fotografia, é que ela não muda mesmo quando as pessoas mudam.
(Andy Warhol)



A todos aqueles que usam os cliques de uma câmera para eternizar momentos o meu profundo respeito e meus parabéns.

08 de janeiro, dia do fotógrafo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um 2012 de metas e ações

E 2012 começou bem. 

De certa forma tudo sempre começa bem; o que falta é que entendamos que não importa como algo começou e sim como ele terminará; e começar a pensar no “término”, não fixado a este fato, o fim, mas transformando-o em metas.
É fato que criar metas torna o dia-a-dia de cada um mais intenso. Quando se espera algo do futuro o presente se torna mais enérgico, é necessário correr para se conquistar algo. Não foi de braços cruzados que Jesus Cristo conseguiu mobilizar multidões e transformá-las em seguidores. Não foi de braços cruzados que a escravidão foi abolida do Brasil, que as mulheres passaram a ter direitos iguais os dos homens. Da mesma forma, não será de braços cruzados que conseguiremos criar um mundo melhor. Também dias melhores não virão de idéias sem ações e de ações impensadas. Igualmente não virá de palavras ditas apenas, sem que haja mudanças.
Os dias serão melhores quando todos juntarem palavras com boas idéias e grandes ações, além de acreditar em seus sonhos, metas e ideais. Assim tudo será melhor e sua vida mais completa em 2012, 2013, 2014, 15, 16... 2050, pense nisto e seja feliz.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sobre a minha dor

 "Da minha dor só eu conheço, ela me pertence e ninguém a entende tão bem quanto eu. Ela é minha e de mais ninguém porque ela me consome e me maltrata, mas ela me faz bem e me dá força, força para acabá-la. Ela me avisa de algo que está fora de simetria, da quebra da homeostase do meu ser, ser físico e ser psíquico. Já tentei viver sem ela e quebrei a cara por isto, hoje, limito-me a entendê-la e a aprender a conviver com ela e assim, faz dias que ela me deixou; hoje sou livre e sei que não sou preso a ela, assim, vivo sem medos, pois eu sei controlar a minha dor, aceitá-la até onde for interessante e esquecê-la por tempos incontáveis. A minha dor eu controlo e a minha vida segue, na felicidade dos dias."

Alessandro Santos

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Rotina



Estou aqui, percorrendo os km’s da minha vida, sonhando com algo a me alentar no futuro e que me faça dizer: - Valeu à pena! Acordei cedo, caminhei um pouco e agora estou na estrada. Ao meu lado vejo ficarem para traz as cidades, casas, vilarejos. Vejo o sol nascendo ali atrás do morro, tão perto e tão distante. A manhã vem dando um Bom Dia de glórias, entoado em vozes angelicais. A cada curva da estrada uma nova cena faz meus olhos brilharem.  No velocímetro um relógio, com ponteiros, que marca o quão rápido aquele corpo se movimenta no espaço. Queria eu, alma cansada, ter em meu corpo um velocímetro, que marcasse também o quão rápido estou a me guiar, que me forçasse a parar algumas vezes, a descansar e a sorrir. Que fizesse de minha alma cansada repouso de sabedoria, do meu corpo surrado repouso de bênçãos e da minha vida Severina repouso de glórias. Queria eu ser apenas feliz.

sábado, 20 de agosto de 2011


Homenagem á Caculé:



Eu sentei na frente do computador
Com uma grande obrigação
Tentar escrever algo
Que descreve este rincão

Caculé, jovem cidade
Ainda na mocidade
De seus 90 e poucos anos
Ainda assim com vaidade
Segue aos poucos a realizar seus planos
De ser cada vez mais acolhedora
Da massa sonhadora
Que vem aqui nos visitar.
Acolhe gente de longe
De onde o vento se esconde
De onde não consegue ventar.

Surgiu de uma lagoa
Cujo escravo se deparou
E não por uma coincidência atoa
Por ela se encantou
Por ali já foi ficando
Morando e plantando pra poder sobreviver.

 Sua dona sentindo sua falta
Resolveu por ele procurar
Deparou-se também com a lagoa
Ficou sem o que falar
Apaixonou-se por ela
E não demorou para ali também morar

D. Rosa Prates
Fazendeira de mão cheia
Construiu a sua casa
Onde hoje o sol clareia
Lugar que já foi moradia
Linda e exuberante mansão
Aparece hoje em dia
Para servir á educação.
 
Ao Sagrado Coração de Jesus
Ela doou um terreno
E neste lugar abençoado
Aos poucos, desde pequeno
Surgiu um povoado.
Onde o santo erguia os braços
E abençoava seu povo amado.

Caculé foi crescendo
Mais bonita ficando
E lá nos idos de 1919
Foi logo se emancipando
Tornou se independente
Ainda mais imponente
Neste sertão baiano.

Falar de todos os prefeitos
Seria muito difícil
Todos foram eleitos
Para servir ao município
Porém de Miguelzinho não posso me esquecer
Pois ele fez bonito e ajudou Caculé crescer
Fez igreja, fez colégio,
Pra prefeitura fez um prédio
Fez a cidade aparecer.

Crescendo em liberdade
Hoje se encontra Caculé
Cada dia uma novidade
Algo pra aumentar a fé
Para mudar a realidade
Dar esperança aos desacreditados
Fazer sobrepor a verdade
Sonhar e fazê-los realizados

Dos sonhos da juventude
Algo a se encantar
Gosto não se discute
Amor serve para amar

Amo a minha cidade
Bonita por natureza
Cuja lagoa deu início
A esta imensa beleza.

Se o que escrevo parece surreal
Tenhas consciência de que não minto
Neste paraíso tropical
Imensamente feliz me sinto
Venha conhecer minha terra
Por aqui dar uma passeada
Veja nossa serra
Por onde canta a passarada
Venha também ver a lagoa de água tão cristalina
Chegar e ser bem recepcionada
Nesta terra de gente fina

Despeço-me deste falar
Preparo minha diligência
Fico com a alma lavada
Pois com louvor e inteligência
Nesta poesia pouco rimada
Falei da minha consciência
Da minha terra adorada
E assim com sapiência
Encerro homenagem á minha amada



Por: Alessandro Santos

domingo, 3 de julho de 2011

Uma indagação e uma prece

E se os bons se silenciassem? E se parassem de tocar as poesias? E se o colorido do arco-íris ficasse cinza? E se as pessoas deixassem de acreditar? E se os sonhos parassem
de se realizar? E se o sol não voltasse amanhã? Se a chuva do sertão jamais voltasse?
E se o mundo acabasse amanhã? Antes que os senhores das guerras peçam perdão aos seus mutilados, antes que os senhores autoritários peçam perdão aos seus humilhados. Antes que a humanidade peça perdão á vida por ser tão desumana, por não ter acreditado na força de uma idéia.
E se tudo acabasse amanhã, antes mesmo de se descobrir a cura da AIDS, antes mesmos dos senhores líderes das mais diversas religiões possam pedir perdão pelas calúnias e humilhações por eles difundidas. Antes que o homem reconheça as atrocidades cometidas contra aqueles cuja imagem era diferente da sua, contra o negro, contra o índio, o amarelo, o branco, o azul.
Deus, não permita que o mundo se acabe antes que o perdão seja lançado, antes que a guerra seja exterminada, antes que nossas crianças aprendam o quão bom é viver. Antes que o mal seja aniquilado e que a paz reine, amém.


 Texto e Foto de Alessandro Santo's
veja mais fot os em: http://www.flickr.com/photos/awss/