quarta-feira, 2 de março de 2011

Tudo muda

Eu antes tinha a plena convicção de que tudo é para sempre, um grande amor, uma decisão, uma vida, até o dia em que percebi que a minha convicção estava equivocada. Na verdade nada é eterno, tudo muda, uma opinião pode ser desfeita e uma idéia pode regredir. Descobri que o que eterniza as decisões e os momentos vividos é a intensidade emocional das mesmas, e assim percebi que aquela amizade virou eterna porque ao seu lado tive momentos de extrema felicidade, descobri que aquela escolha ficou evidente, pois encontrei nela força pra tocar ainda mais a minha vida; assim, depois de descobrir a inevitável verdade de que tudo muda, fui obrigado a mudar os meus conceitos e aceitar uma nova ideologia. O mundo se renova, cabe a nós eternizar o que nos faz bem.

Alessandro Santos

sábado, 5 de fevereiro de 2011


Eu vejo a beleza da vida na borboleta que bate suas asas energicamente buscando as pétalas das rosas que exalam um divino e inebriante perfume. Eu vejo a beleza da vida na luz do luar e vejo-a também na escuridão da noite que dá sinal verde aos vagalumes para que possam brilhar. Eu vejo a beleza da vida nas coisas simples do mundo, no escorrer das águas da chuva, no cantar do sabiá. Eu vejo a beleza da vida ao olhar o horizonte o pôr-do-sol e as estrelas no céu. Eu vejo a beleza da vida na simplicidade e isto me basta.

Alessandro Santos

 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


No meio da noite escura, no sertão, um céu estrelado, vento uivando e na capelinha a moça triste faz uma oração. Em seu rosto o cheiro do medo exala e o pranto da dor se confunde com o da angústia.

Ela tem medo de ter sido apenas um sonho. De acordar. Tem medo de sorrir, de gritar, de olhar para os lados. Sente as dores da ansiedade, do silêncio. Angustia-se por ser tão leiga. Finaliza sua oração.

Durante os 100 metros que separam a capelinha e a sua casa ela vai olhando para o céu, vendo em cada estrela algo encantador. Sorria e seu riso era de felicidade.

Passa pelo jardim e rouba da roseira uma das rosas vermelhas, tão lindas. Chega em casa, abre sua porta e vai direto ao seu quarto. Se tranca.
 
Em seu quarto pega um copo com água e deposita sua flor, coloca uma música para ouvir, algo como “Como vai você”, deita, pensa mais uma vez no que aconteceu, relaxa, dorme e sonha com a cena anterior, anjos dizem amém.

Sonha com o sapo que virou príncipe após seu beijo e custa a acreditar no que aconteceu.

Acordou, virou de lado e dormiu novamente. Coisas de adolescente.

Alessandro Santos
Em 11/06/2010

domingo, 16 de janeiro de 2011



Amigos, o Meus Textos mal retornou e já ganhou 
este selinho acima da amiga Lú Silva do blog Ciinforma, muita satisfação pra este que vos fala.

Vamos ás regras:

1 - Agradecer a quem te presenteou:

Lú, muito obrigado por este presente, o Meus Textos é feito pra vocês e é muito gratificante saber que ele é querido por alguém.

2 - Partilhar 7 coisas sobre mim:

1 – Graduando em FISIOTERAPIA
2 – Amo viajar nas linhas bem escritas de um bom livro
3 – Sou FLAMENGUISTA
4 – Viciado em Fotografia
5 – Adoro ler coisas interessantes e com alto grau de excelência como os vossos blogs.
6 – Supervalorizo amizades.
7 – Adoro músicas.





3 - Escolher 10 amigas para receber o selinho!! 

Vai para os amigos:

















 Obrigado a todos...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Renasço

Eu renasço nas gotas da chuva,
Me apresento à luz do luar,
Vivo no mundo das nuvens.
Acordo ao som da cigarra
Sonho nos braços do vento
Vivo!


 E surpreendo-me ao sorrir de uma criança.
Renasço pela humanidade,
E por alguns gestos por ela feitos,
Renasço quando alguém respeita o outro,
Quando da guerra trazem a paz,
Quando do ódio nasce o amor.
 
 Quando das lágrimas vêm o sorriso,
Quando das lamentações vêm as forças,
Quando do sofrer vem a esperança.

Renasço todos os dias
Nos corações de quem semeia o bem.
Por isto, e só por isto,
Sou imortal.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Realmente o tempo voa?

Dizem por ai que os dias estão passando voando, o tempo não para e as 24 horas do dia reduziram drasticamente. Só não dizem por ai que as coisas mudaram..
 
Realmente há algum tempo não se vê mais as lamparinas acesas, os causos à luz da lua e das estrelas, o café saindo fresquinho do fogão á lenha. Há algum tempo não se janta ás 18:30h, não se houve umas modas de viola no velho radinho á pilha, não se pede benção aos mais velhos e dorme com as galinhas.

 Os tempos mudaram. A tal modernidade chegou e os dias se foram. Hoje acorda-se cedo, banho, café, carro, trabalho, cafezinho, trabalho, telefone, computador, e-mail, almoço, trabalho, café, trabalho, carro, academia, casa, banho, carro, restaurante, cinema, casa, leitura, internet, e-mail, cama, levantar, banho, café, carro, trabalho...

Enfim, não diga que os dias passam voando, lembre-se, é você quem voa; é você que não se dá tempo e é você quem sofre as conseqüências.

sábado, 16 de outubro de 2010

"-- Precisamos uns dos outros - a enfermeira disse tranquilamente - Os arrogantes e orgulhosos figem ue não precisam. o individualismo que predomina em nosso país é mentiroso e e cria a ilusão de que não somos e não devemos ser dependentes de outras pessoas. Que piada! Um par de mãos me tirou do útero de minha mãe ao nascer, outro trocou minas fraldas, me alimentou, me nutriu, outro ainda me ensinou a ler e escrever. Agora, outros pares de mãos cultivam minha comida, entregam minha correspondência, coletam meu lixo, fornecem-me eletricidade, protegem minha cidade, defendem minha nação. Um par de mãos cuidará de mim e me confortará quando eu ficar doente e velha, e, por fim, outro par de mãos me levará de volta à terra quando eu morrer."



"Ser humilde é ser real e autêntico com as pessoas e descartar as máscaras falsas."


Extraido do livro O Monge e o Executivo - uma história sobre a essência da liderança - de James C. Hunter

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O carro de boi e a estrada vermelha




Na estrada, vermelha, estreita

Passa o carro de boi,

Com seus passos lentos

Tranqüilos, sem pressa alguma.


Em cima vai um senhor,

Cabelos brancos

Boné na cabeça, compenetrado.


Em sua mão a vara cruza o ar

E de forma forte, mas com carinho

Atinge os bois, que já sabem,

Está na hora de andar mais rápido.


O som que se ouve,

A não ser o berrado do gado atrás da cerca

Que parece cumprimentar o companheiro que passa

Ou do bem-te-vi que ao longe

Entoa seu hino,

É a voz do condutor que grita

MARINHEIRO, MARINGÁ


Em sua boca o velho cigarro

Feito com fumo em corda

E a fumaça que sai

Voa e diz olá ao dia maravilhoso.


Aos poucos, ouvem-se cachorros latindo,

Defendendo a sua casa,

Defendendo-a de um perigo,

Que até o momento inexiste.


Assim continua a caminhada

Uma hora, ou até mais,

Naquela paciência inabalável.

Não reclama,

Não estressa,

Só trabalha,

Trabalha exageradamente

Pois só assim ele pode dizer:

—Sou feliz!!!