terça-feira, 27 de agosto de 2013

Por hoje decidi me amar

Tudo se resume em uma conjunção de palavras muito ditas e pouco exercidas: autoestima.  Costumamo-nos a cuidar de muitas coisas no dia-a-dia; alimentação, família, casa do cachorro, da vida dos outros, do carro novo, da reforma da casa ou apartamento, entre outras; mas e do essencial? De nós mesmos? De nossa alimentação, nosso sono, nossa qualidade de vida? E, principalmente, e de nossa autoestima?
Autoestima é o querer-se bem, é tratar-se com carinho, é saber-se especial, é ter consciência de seu caminho percorrido. Se todos tivessem um melhor relacionamento consigo mesmo, talvez houvesse menos depressão, menos angústias, menos dores.
Boa parte de nossas dores vêm de algo emocional.  Danos físicos advêm, por vezes, de feridas da alma. Poucos sabem disto, poucos tomam consciência disto, e poucos querem realmente entender isto, e sofrem, se desesperam.
E ai vem a pergunta: como ter autoestima se eu não sou nenhum modelo de beleza, se não tenho uma carreira de pop star e se não me vejo importante? A resposta é simples: você não ver motivos para ter autoestima porque você procura-a de forma errônea. O primeiro passo para estabelecer uma relação de amor próprio é se conhecer, é se olhar no espelho, não por um minuto, não por uma eternidade, e sim pelo tempo necessário para que você faça o seu inventário físico.
Procure neste inventário determinar quais os seus pontos positivos, fisicamente falando, o que você acha que precisa mudar, onde investir em sua imagem; é um tratamento no cabelo? Adotar uma postura mais elegante? É emagrecer? É aquele cuidado com as estrias e celulites que você anda sempre postergando? Ou na verdade não precisa fazer nada, sua imagem lhe é suficiente. Só, por favor, não se culpe por nada, aqui não é um exercício de cobrança e sim de autoconhecimento.
Após feito o inventário físico, comece o seu inventário emocional, jogue fora todos os sentimentos e lembranças que fazem você se sentir culpado por algo, ou que te deixam inferior ás demais pessoas, aliás, nunca se compare a ninguém que não seja você mesmo, são vidas diferentes, contextos distantes, sonhos e ambições próprios de cada ser.
Próximo passo: comece a praticar o gostar-se, o admirar-se, e comece a entender o seu valor. Largue, por um momento que seja, a modéstia; entenda que se alguém fala que você é o máximo não é apenas para lhe agradar e sim porque você pode realmente ser o máximo, no mínimo para aquela pessoa.
Por fim, chega a hora de se dar de presente alguns mimos: pratique uma atividade física, alimente-se bem, durma bem, faça tratamentos estéticos, faça atividades relaxantes. Se dê de presente uma viagem, á marte se for necessário, ou á pracinha do bairro ou condomínio, enfim, tire um momento seu, para se paquerar, se cuidar, se auto proteger de tudo ou todos que te põem para baixo. Faça um pacto de amor eterno com quem mais importa na sua vida, ela própria.

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Alessandro William S. Santos

(Fisioterapeuta, instrutor de pilates e aspirante á poeta e escritor)

4 comentários:

  1. Lindo o texto.Preciso muito dessa autoanálise,principalmente da parte interna do meu ser.Minha autoestima ultimamente anda lá no pé.{risos} Vou pôr em prática tudo que aprendi aqui.Muito obrigada.
    Beijos
    http://girlbealtifull.blogspot.com.br/

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  2. bem que estou precisando fazer um inventario, e poder escrever.. 'O dia em que me amei de verdade...'

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  3. Eu preciso me querer bem, eu vivo em função das pesooas que me rodeiam e necessitam de mim,me dôo inteira, mais na hora de me querer bem ...esqueço!!!!!!

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  4. Estou adorando os textos. Obrigada

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